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Celulite atinge todas as mulheres

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Revista Super Saudável

 

Com início na puberdade, quadro clínico da doença pode avançar sem o devido controle

 

Se no período renascentista, no século 14, as artes pregavam uma verdadeira  adoração ao nu feminino tendo como maior expressão de beleza as formas curvilíneas das mulheres, no século 20 o padrão ganhou nova referência. A anatomia arredondada deu lugar aos corpos esguios e transformou uma grande parcela da população feminina do planeta em escrava da beleza. Com o tempo, o corpo perfeito também acabou se tornando sinônimo de status. Mas, além de se enquadrar nos padrões da sociedade, a mulher tem de conviver com a sombra de outro inconveniente – a lipodistrofia ginóide, popularmente chamada de celulite. Queixa mais frequente de 99% das mulheres nos consultórios médicos, a doença crônica e progressiva acomete principalmente as mulheres mais ‘fofinhas’. No entanto, especialistas asseguram que até mesmo aquelas que passam horas na academia e mantêm uma alimentação saudável podem ser assombradas por esse fantasma.

A lipodistrofia ginóide é uma doença que afeta o tecido celular subcutâneo – parte mais profunda da derme – e altera a circulação do tecido conjuntivo e da gordura das pernas, coxas, glúteos, barriga e braços femininos. As principais vítimas são as mulheres com cintura fina e quadril largo, enquanto as que apresentam maior proteção contra o distúrbio são aquelas que têm formas e quadris mais retos, como as japonesas, ou corpos mais masculinizados. ‘’Isso não significa que essas estão isentas da doença. A mulher já nasce pronta para ter celulite. E isso explica porque até as magras podem ter’’, afirma Wilmar Accursio, endocrinologista, nutrólogo e coordenador do Ambulatório de Lipodistrofia da Sociedade Brasileira de Medicina Estética (SBME).

Denise Steine, coordenadora do Departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia-Regional São Paulo e professora titular chefe do Serviço de Dermatologia da Universidade de Mogi das Cruzes, comenta que a doença sem o devido controle atinge diferentes graus. A celulite pode se caracterizar pela retenção hídrica, sem modificações visíveis; por irregularidade suave e discreta da pele, devido ao acúmulo de gordura; e por depressões, nódulos suaves ou intensos, com presença de dor. Embora a causa ainda não seja definida pela Medicina, o desencadeamento do problema tem relação com a constituição do organismo e com os níveis hormonais. A capacidade de sustentação da derme feminina é mais frouxa e irregular que a masculina, que contém uma rede de contenção com fibras.

‘’A gênese do agravamento da doença, no entanto, também pode estar na ação do hormônio feminino na pele, que desencadeia a retenção de líquidos’’, explica Denise Steiner, ao ressaltar que o homem com sobrepeso e de corpo mais ‘feminino’ também pode ter celulite. A mulher começa a produzir hormônios a partir da puberdade, período em que a lipodistrofia pode surgir. A progesterona facilita as formações de edemas e a retenção de líquidos na pele, e o estrógeno favorece a multiplicação das células gordurosas e compromete o funcionamento da circulação sanguínea e do sistema linfático, responsável pela retirada de água de qualquer parte do organismo.

 

 Tratamento é personalizado

O controle da doença exige tratamento localizado, com aplicação isolada ou associada de cremes, massagens e uso de alguns aparelhos. Conforme a gravidade da lipodistrofia, Wilmar Accursio comenta que os cremes farmacológicos, que contêm alta concentração de alguns princípios ativos – como a cafeína, que ajuda na eliminação de gordura localizada; a benzopirona, estimulante da circulação venosa linfática; e o silício, para a produção de colágeno adequado – são mais eficazes no tratamento do que os cosmecêuticos. ‘’Os cremes cosméticos ajudam, mas não curam, e são usados junto com os tratamentos médicos e fisioterápicos. Os cremes manipulados são mais direcionados e vão ao encontro das necessidades de cada indivíduo’’, acrescenta Denise Steiner.

Para evitar a retenção hídrica e reduzir o edema, a técnica mais usada é a drenagem linfática, massagem manual com movimentos de deslizamento e pressão suave na área da celulite. Com o aumento da ingestão diária de líquidos, a drenagem favorece a eliminação das toxinas do organismo pela urina. O mesmo benefício é alcançado com o aparelho de endermologia, que consiste na massagem e na drenagem linfática juntas. ‘’Em geral, esses tratamentos oferecem de 50% a 80% de melhora no aspecto da pele’’, afirma Wilmar Accursio. Por meio da injeção de algumas substâncias, a intradermoterapia também pode melhorar a irrigação sanguínea, a qualidade da fibra e diminuir a quantidade de gordura localizada. O uso de aparelho de ultrassom é mais indicado para áreas de maior concentração de gordura e, ligado na baixa potência, ajuda a atingir áreas mais profundas da derme e a estimular a circulação sanguínea. Os especialistas lembram que esses tratamentos são demorados e podem exigir de 20 a 60 sessões, mas a eficácia na melhora é de 40% a 70%.

 

 

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